Ora os srs. deputados da nação (deviam era ser todos deportados da nação... mas também quem é que os aceitava?!!!) deram mais um belo exemplo de profissionalismo e integridade, esperando claro que, como exemplos que devem ser para a restante maralha operária, muitos sigam o seu exemplo e passem a picar o ponto de manhã, ir passar o dia à praia e depois voltar lá pelas seis horas e voltar a picar o ponto… pode ser que ninguém dê por isso e agora que o Sol já vai começando a convidar para umas saidinhas com a amiga areia e uma aguita salgada, sabe sempre bem ter umas folgazitas camufladas…É certo que as votações só ia ser feitas depois das 19h, mas que raio, é o dever deles... e mesmo que alguns até tenham estado por lá umas horas, outros deputados, daqueles bem conhecidos que todas as semanas aparecem na TV e passam o tempo a apregoar a moralidade que um político deve ter, só lá estiveram uns minutitos (segundo testemunhas oculares), o suficiente para marcarem oficialmente a sua presença... depois... tchauzinho....
Do PS faltaram 49 dos 121… mas 114 assinaram a folha de presença!!!!!
Do PSD de 75, dois terços, ou seja 50, faltaram às votações…
Para os faltosos dos partidos mais pequenos, desde recém papás a congressos partidários no estrangeiro, várias são as justificações, sempre com o dedo apontado aos dois maiores partidos…
Já esses apontam o dedo um ao outro… que o partido da maioria é que tem de assegurar o quórum…. que o partido em que 2/3 dos deputados faltam tem mais é que estar caladinho…
Mas que MERDA de gente… que palhaços… e o pior é que o regimento da Assembleia diz que para justificação de faltas inferiores a uma semana "a palavra do deputado faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais”… acho que sim.... os gajos até são pessoas de palavra… cumprem tudo o que prometem… provavelmente alguns até foram em viagens de trabalho pagas até ao Brasil… ou a Cabo Verde… se vir por aqui algum vou-me ofecerer como guia turístico… levo-o ao vulcão do fogo… acho que ainda sou capaz de encontrar por lá uma craterazita activa mesmo a convidar a um mergulho…
4 Comments:
Concordo com a análise excepto com a generalização. Certamente há também gente responsável e dedicada no seio dos deputados, de qualquer das cores partidárias, e meter toda a gente no mesmo saco é perigoso e injusto para aqueles que procuram fazer o seu trabalho como deve ser.
No fundo isto não é mais que o espelho de uma sociedade em que, muita gente é capaz apontar e condenar (por exemplo os deputados) mas que, usa e usará do mesmo grau de oportunismo se e quando puder.
É verdade que os deputados têm responsabilidades adicionais em relação à maioria das pessoas e, como elite que são, deveriam ter uma ética a toda a prova, mas a própria forma como os deputados se tornam deputados, não me leva a esperar que o resultado, ao nível dessa ética, possa ser muito diferente daquele que espero em qualquer outra actividade e pessoa no dia a dia. A verdade é que, apenas uma escassa minoria de pessoas é objectivamente desonesta e não escolhe meios para atingir os fins; no entanto é também uma escassa minoria, aquela que eleva os seus princípios o suficiente para ser quase imaculado, eticamente falando naturalmente). Neste grau de flexibilidade encaixam o "chico esperto" e o "sou parvo ou quê?! Então os outros fazem e eu fico a ver?!...".
À estatística final da ética dos deputados ainda teríamos que adicionar aqueles que foram porque, apesar do fim de semana ser prolongado, não tinham nenhum compromisso em que desse jeito sair mais cedo e que subtrair os muito poucos que de facto estavam impossibilitados de comparecer (só podem ser poucos, pois como o Marcelo Rebelo de Sousa dizia, para um deputado, salvo pouquíssimas excepções, o maior trabalho político que deve ter, é comparecer a uma sessão onde vão acontecer votações - que para facilitar os potenciais faltosos, até já só acontece às 5ª feiras).
Fica ainda a questão. Será que, se por acaso o absentismo fosse elevado, mas estivessem lá os 50% necessários para a votação, alguma coisa transpareceria na opinião pública? Em quantas sessões é que tal já aconteceu?
Olá Pedro.
Acho justo que aches esta situação injusta. Concordo genericamente com este comentário anónimo, excepto com a parte da generalização fácil. De facto, é injusto quando o justo paga pelo pecador. Mas, nas corporações, sejam elas quais forem, é importante que o justo pague pelo pecador. É importante que exista uma imagem generalizada sobre as corporações que têm a capacidade de "legislar" em exclusivo sobre o funcionamento delas próprias. Esta imagem generalizada empurrará os justos para a necessidade de, dentro da sua casa, "legislar" de modo a que os pecadores não pequem. Se não for assim, tornam-se coniventes, apesar de dizerem "Eu? Eu não! Até fui um dos que lá esteve. A mim ninguem me pode apontar nada.". Pode sim senhor. Pode apontar que não fez nada para mudar o status quo. Se calhar porque esse status quo lhe pode vir ainda, um dia, a dar jeito.
Um abraço Pedro
Eu também acho que as corporações devem ser intransigentes com os faltosos e devem procurar blindar-se em relação aos potenciais pecadores, não só "Porque SIM", mas também porque isso é fundamental para a sua imagem. Mas isto é analisando numa perspectiva à priori, antes do acto consumado. No entanto, à posteriori, quando uma falha acontece, há que apurar as causas, corrigir se possível o problema (incluindo a punição dos responsáveis e as chefias) e procurar prevenir novas ocorrências. Isto não passa naturalmente por uma generalização da culpa, pois essa é também uma forma de branqueamento da mesma.
Acontece também, que não está nada provado que a hiperlegislação seja um meio eficaz para resolver os problemas. Portugal não padece, genericamente, de falta de leis e não é de facto um modelo de eficiência, ao contrário por exemplo dos Nórdicos ou dos Anglo-Saxónicos, que legislam muito menos. Na verdade se incorrermos numa blindagem excessiva dos processos, através de procedimentos inextrincáveis, só porque há 0.001% de pessoas cronicamente desonestas, cria-se um lastro, que torna os movimentos de qualquer organização pouco ágeis e reactivos e acima de tudo, “lixa” a vida da grande maioria dos restantes cidadãos, idóneos e honestos (mesmo, a maior parte dos oportunistas não são crónicos), que gostariam muito de ter a vida mais simplificada. E isto é um princípio válido para uma qualquer organização, seja uma empresa ou um país (venha o SIMPLEX).
Como não me parece que haja nada comprovado que diga que os Portugueses são mais desonestos que outros povos e também não sou como Pina Moura, para quem "a ética do Estado é a Lei", continuo a achar que a responsabilidade individual será sempre essencial, incluindo nos esforços para mudar o "status quo". E isto não é ou não deve ser um factor adicional na acção de cada pessoa, mas sim uma responsabilidade nuclear dessa mesma acção ou seja, a nossa missão na sociedade (no trabalho e a nível pessoal), não é só fazer bem as coisas, mas procurarmos fazer as coisas certas (o que exige naturalmente lutar para mudar o que está mal)!
Uma reflexão final, sem evidência científica clara, mas que me parece relevante para este ponto de vista. Portugal tem vivido num primado do Direito e estamos como estamos. Curiosamente, os maiores progressos que parecem ter existido aconteceram quando os Primeiros Ministros não eram Advogados (não tenho nada contra eles, excepto o tal formalismo excessivo que empata, complica, acultura e deixa legados complexos para o futuro). Num período, que se aproxima de 1 século, correspondente às 2ª e 3ª Repúblicas, apenas tivemos um Economista e dois Engenheiros. Tenho dito...
Também não me parece que tenhamos falta de leis... aplicamos as que temos muito mal... isto quando são aplicadas... e se formas atrás do primado da lei, então aí é que ficamos ainda pior... pelo menos a avaliar pelo estado da justiça portuguesa... As leis servem para evitar o caos e como diretrizes muitas vezes de senso comum porque não nos dizem como devemos ou não agir... isso tem de partir de cada um... a moral pode ter variações mas o "fazer bem" não é assim tão variável como isso... As leis são criadas mais como base para punir maus comportamentos não para definir o que é certo... isso vem exactamente da responsabilidade individual... do senso que devia ser coomum... para o comum dos mortais... mas neste caso os mortais incomuns parece que são cadavez mais e tem cada vez mais impacto... e todos os outros são levados por essa corrente... quanto a levar os justos a obrigar os "pecadores2 a assumir responsabilidades e a corrigirem o que fizeram ou fazem mal, podendo concordar em teoria com o a tua ideia Vitor, a pouca experiência de trabalho que tenho já serviu para ver que os bons são na maioria das vezes os mais impotentes para alterarem as coisas... o fazer mal está muitas vezes gravado no disco rígido das instituições como aquele software que nõ se consegue apagar... não é razão para desistir mas desmoraliza muito... mudar para bem é muito mais difcíl do que mudar para mal...
Enviar um comentário
<< Home