sexta-feira, abril 07, 2006


Para quem quer rir e rir em português (sim porque eu tenho cá para comigo que se estivermos a ver, por exemplo, um espectáculo dos Monty Pythons ao vivo… o que por acaso agora já não possível… mas também para esta argumentação isso não interessa nada… o que interessa é que estivéssemos a ver os fabulosos Monty Pythons, não íamos rir em português… porque eles não iam perceber… Bom… era só uma tentativa de humor absurdo… não resultou…)…….. para quem quiser rir (em qualquer língua, pronto) experimente o podcast do Nuno Markl, “Há vida em Markl”, devidamente complementado com a visita ao respectivo site.

Momentos fantásticos de humor, simples e naturais, como todo o humor devia ser…


E este post é inspirado por uma das pessoas com o mais fantástico e natural sentido de humor que conheço… que gosta de beber yogurtes de meio litro e, mais fantástico que isso, que agora é visitante deste Blog…

conheço-o desde pequeno [ele sempre o conheci grande e espadaúdo (nunca soube bem o que é que esta palavra quer dizer mas acho que fica bem aqui)] e que sempre me fez rir… uma amizade indirecta que se tornou rapidamente directa, apesar de cruzarmos poucas vezes os olhos…

Uma vez fui a casa dele com o meu irmão (seu companheiro de escola de fantásticas aventuras radiofónicas: ainda me lembro da concentração da voz do meu irmão a iniciar o mítico “PONTO de PARTIDA”… belos tempos de puto imberbe a tentar integrar-me nas aventuras dos grandes… aprendi muito… e fui muito melga)… e quando entrámos estava ele sentado no sofá a ver na televisão um programa que dava na altura onde eram apresentadas as novidades em jogos de computador… e ele estava com o comando da televisão na mão a fingir que carregava furiosamente numa série de botões porque havia uma fantástica inovação televisiva que permitia a quem estava em casa jogar ao jogo que estavam a apresentar… e eu, puto de 7 ou 8 anos… fascinado pelo mundo dos grandes (11 anos faz diferença)… acreditava em tudo… e depois quando descobria a verdade não ficava nada chateado por andarem a gozar comigo… ria com vontade e ficava muito contente por muitas vezes me sentir parte daquele fantástico grupo de amigos…

Jogámos à bola, fomos à praia… ouvi deliciado as fantásticas experiências musicais dos Psykadelic Six (não sei se é assim que se escreve, mas desconfio que nem os membros desde fantástico e, com muita pena minha, efémero, grupo o saberão)…

Muitas recordações de infância e início de adolescência… das melhores que tenho…

… vou poder continuar a rir com vontade…

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Ena, ena, que me soube tão bem ler estas palavras! Obrigado Pedro. Já não ouvia um elogio deste tamanho desde o exame da 4ª classe. E obrigado por achares que eu sou espadaúdo. Acho que isso quer dizer que tu consideras que eu tenho espáduas, ou seja, omoplatas. Isso tranquiliza-me muito porque acho que é uma coisa importante para se ter no corpo, de preferência logo abaixo dos ombros.

É certo que cruzamos poucas vezes os olhos. Mas o cruzamento do olhar não alimenta a amizade, apenas a sacia. Faz bem à alma mas não é importante para a sobrevivência da amizade. É como o chocolate. O facto de eu o comer não me faz gostar mais de chocolate. Eu já gostava e vou continuar a gostar, independentemente de me saciar com ele ou ser abstinente. Mas eu não sou abstinente, nem de chocolate nem de amizades, só que às vezes, há dietas forçadas.

Ah, os Psychadelic Six! Chegaram a passar na Rádio Urbana. Pouco tempo depois a rádio fechou mas acho que uma coisa não teve a ver com a outra. Acho eu.

Bom, resta-me agradecer de novo os fartos elogios e desejar-te um bom dia. Até amanhã.

Como é que se diz adeus em crioulo?

2:29 p.m.  
Blogger o mortal comum said...

Techau... Adeus... Ora di bai... depende das pessoas e das ilhas... o crioulo é um língua muito variável, confusa mas muito melódica....

São fartos elogios... mas talvez não sejam sequer elogios... são simples constatações interiores...

Para mim foi sobretudo importante ter contacto com o vosso mundo... foi importante na altura, porque para um míudo entrar num mundo muito mais velho é sempre fascinante e continua a ser importante porque tenho hoje referências muito importantes que vêem desse mundo...

vamos falando..

5:06 p.m.  

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