
Gosto muito de música…
.... gosto de dedilhar a minha guitarra, fechar os olhos e ver o que sai (while my guitar gently weeps)…
O meu ouvido foi ( não voluntariamente mas muito bem) educado por gente como Tom Waits, Laurie Anderson, Sérgio Godinho, The Smiths, Triffids, Anne Clarke, Penguin Café Orchestra, entre muitos outros, que para um rapazito de 6, 7 anos, não seriam as mais óbvias escolhas musicais (apesar disso também vibrei com Maria Armanda e o mítico “Eu vi um Sapo”, e com as excelentes adaptações de obras da música clássica pela célebre “Ana Faria e os Queijinhos Frescos”)…
A melomania de que sofro hoje, consequência também de ter relutantemente (relutância de que me arrependo hoje profundamente) estudado ( e esquecido) piano, foi-me sobretudo transmitida por um irmão, 11 anos mais velho, que me abriu muitas portas... mas que até há relativamente pouco tempo, eu apenas tinha deixado entreabertas… o Tom Waits, pelo menos o mais áspero, custou a entrar, da Laurie Anderson ainda hoje apenas gosto de algumas músicas, talvez mais acessíveis… Frank Zappa ainda não entrou mas, etc, etc…
Hoje dou por mim a relembrar todas essas improváveis referências para um imberbe míudo e a juntar à descoberta de novos grupos como a Belle Orchestra, Gomez, Calexico, Lhasa de Sela, Árcade Fire, Richard Swift, etc, etc, uma ávida recuperação desse baú de músicas que timidamente estavam guardadas nas minhas memórias…
Não posso dizer que os meus gostos musicais tenham evoluído assim muito… a minha adolescência foi passada, já de forma mais independente, a ouvir Guns n' Roses, Nirvana, Smashing Pumpkins, Pearl Jam (os meus preferidos) ,etc… tudo bandas de que eu ainda hoje gosto muito e que muitas vezes acompanho à guitarra em concertos imaginários…
Acho é que com os anos fiquei mais aberto a um tipo de música não tão imediata, que se tem de absorver muito bem, em que se tem de pensar e não só ouvir… e hoje é mesmo esse tipo de musica que mais me faz companhia…Hoje, e cada dia mais, entro com vontade nessas portas entreabertas… e descubro ou redescubro pedaços fantásticos de música…
E agora, aqui em Cabo Verde, vou também conhecendo a música local, principalmente as famosas mornas e coladeiras, que têm uma riqueza instrumental e literária enorme… São o fado caboverdiano… aliás o fado português tem muito a ver com as mornas… e vice-versa…
A música é uma boa companhia…
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