...respondendo a um anónimo... Não... não sei ainda qual é o meu mundo... no lugar onde estou aprendo todos os dias coisas que gostava queu não fizessem parte do meu mundo, qualquer que ele seja... tenho ideias de como gostaria que ele fosse... Ando por aqui (no meu mundo?) há quase 30 trinta anos e ainda mantenho muitas das ilusões e ingenuidades que se têm nos primeiros 10? 15? 20? anos de vida... e muitas delas já foram descontruidas muitas vezes pela realidade... eu é que prefiro ignorar isso e manter uma certa inocência... que mesmo sendo virtual permite-me encarar certas coisas quase como se fizessem parte de um filme... inverter as coisas... tornar a ficção realidade e a realidade num filme que se pode ignorar se não se gostar dele... não consigo explicar bem isto...
.. não sei se estou no meu mundo... porque não tenho aquilo a que dou mais valor... porque não sei sequer se isso existe... dez anos depois? acho que me perdi no mundo desde os 16 anos... precisamente na altura em que acho que as pessoas começam a encontrar o seu lugar... eu ainda estou á procura... não tenho pressa...
.. não sei se estou no meu mundo... porque não tenho aquilo a que dou mais valor... porque não sei sequer se isso existe... dez anos depois? acho que me perdi no mundo desde os 16 anos... precisamente na altura em que acho que as pessoas começam a encontrar o seu lugar... eu ainda estou á procura... não tenho pressa...
2 Comments:
Bom... há o Mundo e o teu mundo. No primeiro caso, é difícil fazer com que se adapte a nós. Daí criarmos o nosso mundo e haver um conjunto de mini-mundos por aí. O teu mundo parte (ou, se ainda não existe, deverá certamente partir) da ideia que referes. Nem sempre é exactamente o que idealizaste mas, se conseguissemos logo aquilo que queremos, qual seria o propósito de viver 70 ou 80 anos, se tudo correr pela normalidade?
Considero inteligente a história de tornar a realidade ficção. Se vires um mau filme de um certo realizador ou com maus actores é improvável que voltes a ver um filme deles/com eles. O conceito também funciona para a tua abordagem dos problemas.
Até aqui, de acordo. Quanto a começar a encontrar o lugar no Mundo (atenção, já nem digo criar o próprio mundo) ao 16. Quem? Quando? Onde? Repara: aos 16 começamos a ter noção do nosso SER. Mas não temos autonomia para ser em pleno. O TER é, infelizmente, um vector crucial nesta equação. Quando é que começamos realmente a TER de modo a que possamos SER? Não antes dos 25, 26, talvez até mais tarde. Tens o quê, 29? Não me parece que vás muito atrasado para começar a procurar o teu lugar no nosso Mundo. Se alguém, aos 29, já o tiver encontrado... meu amigo... que vida chata vai ter daqui para a frente... e encontrou-o porque certamente se acomodou...
Por último, o teu mundo... esse sim, é que importa realmente... posso não te conhecer, mas acompanho com regularidade os teus desabafos e, se não me engano (geralmente não me engano), tens tijolos e cimento de boa qualidade para o construir. Talvez te falte vontade, mas isso, meu caro, depende apenas de ti.
Um abraço.
O problema é que só há um mundo real, apesar de existirem inúmeras fantasias sobre o mundo (e portanto irreais). E o problema é ainda maior porque, apesar de existir só um mundo, existem várias razões para ser difícil saber qual é o mundo verdadeiro:
1.A primeira e uma forte razão é simplesmente porque há muitas coisas que desconhecemos;
2.Como consequência do primeiro ponto muitas hipóteses podem colocar-se para explicar o que se desconhece;
3.Como consequência do segundo ponto, muitas dessas hipóteses, são completas bizarrias, pois não há factos que não as sustentem. Apesar do desconhecimento de algo não dever levar a que qualquer hipótese tenha o mesmo valor, há uma certa tendência para que tal aconteça pois mesmo o mais improvável tende a ser colocado como hipótese, pelo simples facto de não haver uma certeza. Mesmo que o método científico seja o único que pode descortinar as hipóteses válidas, a ignorância e a fé, levam a que mesmo hipóteses completamente desenquadradas com os factos sejam consideradas e adoptadas;
4.Como consequência do ponto 3, vivemos num mundo repleto de fantasias, muitas deles altamente elaboradas e construídas, o que torna muito complexo distingui-las das lógicas (que podem não ser verdadeiras, mas pelo menos resistem ao conhecimento do momento) e desconstruí-las. O que é certo é que também é esta diversidade que reveste o mundo de cor e interesse, quanto mais não seja por ser gerador de perplexidade.
Assim sendo e porque é irreal pensarmos que é o mundo que se vai adaptar a nós, temos que ser nós a adaptarmo-nos ao mundo, com o único propósito de vida de sermos felizes e de deixarmos uma marca, se possível que o melhore.
É este o caminho que devemos procurar encontrar (e é mais importante procurá-lo, que achá-lo) por entre ideais que nos devem guiar, mas não corroer quando somos obrigados a desviarmo-nos um pouco deles. É esta a beleza, quase nunca imediata, para a qual podemos ter que nos educar para reconhecer. Para uns é mais imediato reconhecer essa beleza, para outros há que fazer mais esforço. E o esforço é necessário a todos os níveis, já que o acaso, mesmo existindo, não é certamente a forma de se viver, pelo menos para quem quer conhecer o mundo e ajudar a transformá-lo para melhor. Os ideias e até as simples ideias são coisas boas, mas só se acompanhados por acção. O que vejo nas tuas palavras é inconformismo com o status quo, o que à partida recomenda acção; mas a verdade é que o resultado prático das pessoas conformistas, superficiais e desinteressadas, não é muito diferente dos que querem ajudar a mudar, mas não o fazem, por preguiça ou procrastinação.
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