Pedaços de arte...
Concordo com o George Clooney quando ele ontem no discurso de agradecimento do seu Óscar disse qualquer coisa como isto “a menos que todos os actores nomeados tivessem interpretado o mesmo personagem, acho muito difícil estar a comparar-se os nossos desempenhos em papéis tão diferentes…” e “ não sei como é possível comparar pedaços de arte…”
O que eu gosto, admito-o sem problema, é de ver aquela fogueira de vaidades…Gosto de ver os actores a interpretarem-se a si mesmos… tentar conhecer um bocadinho mais das suas reais personalidades… perceber se, como pessoas, valem mais do que terem uma cara bonita... ou se o seu possível valor interior se perde com as emoções que deitam cá para fora quando estão a representar…
Gosto de ver todo o aspecto cénico à volta da cerimónia… as revisões dos filmes antigos, recordar quem vai desaparecendo, dos momentos de humor… o momento que mais gostei de ver, de todas as cerimónias de Òscares a que assisti, foi no ano (não me lembro qual), em que o Cirque du Soleil interpretou em palco vários momentos de filmes clássicos, desde o Metrópolis do Fritz Lang, Super Homem, Homem Invisível, Tigre e o Dragão… foram uns 4 ou 5 minutos fantásticos que mereceram com toda a justiça uma ovação de pé de todos os presentes… foi um momento mágico… como todos os filmes de que gosto são também para mim (hei-de ir falando de alguns)… fazem-me sentir algo, tristeza ou alegria, não importa, fazem-me sentir…

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